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Não existe nada mais moderno do que sair das cavernas. Os neandertais já sabiam disso. Tanto é verdade que, se não tivessem arriscado a própria pele em busca de melhores condições de vida, criando oportunidades de crescimento e desenvolvendo ferramentas, não teriam acumulado o acervo de sabedoria necessário para dar o salto até a categoria de Sapiens. E nós, com certeza, não estaríamos aqui para contar essa história. Logo, dá para concluir que inovar é um gesto tão antigo quanto necessário para a própria sobrevivência.
Quando pronunciamos a palavra “inovação”, logo nos remetemos ao processo de buscar o novo, de quebrar de paradigmas e de provocar disrupção. O ato de inovar é uma constante que pontuou toda a nossa existência, permitindo-nos mitigar o impacto de guerras, fomes e doenças.
Pensar a inovação em contextos que remonta o período de escassez, com ferramentas rudimentares, pouco conhecimento técnico e a urgência de encontrar soluções em meio à precariedade demandou da humanidade uma dose extraordinária de criatividade e desprendimento. Com o advento da era moderna, marcado pela navegação ultramarina, pelo desenvolvimento de rotas de comércio, pela estratificação social, pela expansão de colônias e pela descoberta do Novo Mundo, o ser humano começou a vislumbrar um horizonte de possibilidades que nos assegurou segurança, proteção, saúde e desenvolvimento.
Descobertas científicas nos campos da física, da química, da biologia, da botânica e da astrofísica foram expandindo as fronteiras do conhecimento. Dominamos os ares com a aviação, o espaço com sondas e satélites, os microchips, as telecomunicações, a geolocalização e a invenção da rede mundial de computadores: a internet, marco inaugural da Era da Informação.
O Big Data e o superprocessamento de dados abriram caminhos que aceleraram vertiginosamente a produção do saber: do mapeamento genético e das modelagens da física quântica ao desenvolvimento de soluções biotecnológicas avançadas para a saúde e a agricultura.

Diante disso, cabe perguntar: estamos em pleno processo de transformação ou apenas patinando no mesmo lugar?
Vale lembrar que esse movimento não começou ontem. Embora a mecânica quântica tenha nascido em 1925, os primeiros computadores quânticos experimentais e funcionais surgiram em 1998. Recentemente, um dos produtos mais revolucionários gerados pelo cruzamento de algoritmos e volumes massivos de dados foi o AlphaFold, em suas versões avançadas, capaz de desvendar estruturas moleculares e interações complexas de proteínas com o DNA em questão de minutos.

